
Existem coisas das quais já me é muito difícil fugir, não é porque não queira, na verdade quero muito muito fugir delas, mas o meu desejo de fugir delas é tão forte quanto o meu desejo de encontrá-las e sinto me de novo perdida.
Procuro desesperadamente uma bússola, só uma bússola me poderá indicar precisamente o caminho a seguir, pego na bússola e olho-a com atenção, inconscientemente desconfio dela, por instantes sinto vontade de a deitar fora mas o desejo de querer saber o que ela me vai indicar é mais forte, a bússola indica-me um caminho, e depois outro, e ainda mais mais outro.
Fico parada nesta encruzilhada, tenho a alegria da liberdade num dos caminhos, o risco no outro e o outro é me totalmente desconhecido, sei apenas que no fim terei alguém à minha espera.
E ao querer tanto fugir do último caminho, não me consigo afastar dele e sento consciente disso permaneço na encruzilhada à espera que alguma onda me leve.
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