
Ao longe um corredor escuro e deserto. Várias portas o complementam. Um candeeiro com uma lâmpada fundida preenche o cenário, aquele onde me encontro subjugado. Carrego no interruptor da luz na esperança de conseguir algum resultado. Engano meu!
Sinto um arrepio, depois outro. O escuro nunca foi a minha predilecção e conviver com ele não me traz nada de bom. Só há uma saída. Seleccionar algumas portas.
Chego à primeira porta. Tremo. Suo. Desloco a minha mão na direcção da maçaneta e, paulatinamente, tento movê-la. O mesmo comportamento é efectuado para mais algumas portas, porém, em vão. A sensação aterrorizadora eleva-se a cada segundo que passo naquele corredor. A cada tentativa de abrir as portas. A cada sinal de que não gosto deste local.
Ao fundo do corredor ouço uma porta fechar-se. Corro na sua direcção mas não a consigo abrir. Espreito pela fechadura mas o escuro impede-me de ver. Tento mais uma vez. O meu olhar fita o teu e de repente corro para uma das outras portas. Abro-a e entro.
Não fizeste por menos. As portas “proibidas” correspondiam a cada um dos meus medos. Fui obrigado a confrontá-los desde o momento em que me deparei com o corredor. O tal corredor, escuro e deserto.
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