
O meu problema, definitivamente, é ter tempo demais para pensar...
Dá tempo suficiente para perceber as desilusões que os outros nos causam. Dá tempo suficiente para criar a expectativa e perceber que, definitivamente, ela não vai ser correspondida. Será que o problema está em mim? Ou será que está naquele que cria essa mesma expectativa para depois não a levar a cabo?
Ultimamente parece que penso sempre no mesmo, e parece que as mesmas situações se repetem vezes demais para não me fazer pensar que algo de errado se passa de verdade, comigo ou com quem quer que seja o outro protagonista.
Sinceramente às vezes apetece-me partir a loiça toda, muito provavelmente porque não consigo dizer no momento aquilo que me fazem sentir. Acho que tenho receio de escolher mal as palavras no calor do momento. O problema é que depois não consigo esfriar as ideias, tendo a "aquecê-las" mais ainda, e faço precisamente aquilo que não se deve fazer... acumulo.
Este já é um problema antigo, o de criar falsas expectativas em relação às pessoas. Pensei que já o tinha contornado, mas agora percebi que apenas controlo parte dele. Parece que existem dois níveis de falsa expectativa, uma um bocadinho mais grave do que a outra. Uma é criada por nós próprios, pela nossa cabeça, de dentro para fora. A outra tem origem exterior, parte de alguém que interage connosco. Julgo ter aprendido a controlar a primeira, afinal, esta depende só e apenas de mim. A segunda, parece que ultimamente anda empenhada em mostrar-me do que é capaz, e quem sabe, como "sobreviver" a ela.
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